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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Mito ou verdade: bebida alcoólica corta o efeito do medicamento?

nota-sabadoSaiba como cada substância interage com o álcool

Você está no meio de um tratamento médico e aí surge aquele convite para uma grande festa de casamento ou para um aniversário de um querido amigo. Surge a dúvida: será que posso tomar pelo menos uma latinha de cerveja ou uma dose de bebida destilada?

Afinal, o álcool corta ou não o efeito dos medicamentos? Quem responde é o clínico-geral e nutrólogo Marcos André Malta.

O médico, inicialmente, explica que todo medicamento é eliminado do corpo com um determinado tempo previsto, e, como a bebida altera o metabolismo, a eliminação pode ocorrer antes ou depois do tempo, prejudicando o tratamento.

O medicamento versus a bebida
Anti-inflamatórios: a bebida aumenta a eliminação do medicamento pelo corpo, o que acarreta em diminuição do efeito do medicamento. Pode haver uma sobrecarga do fígado já que a bebida e o medicamento vão ser metabolizados no órgão.

Corticoides: medicamento derivado do colesterol, ou seja, tem muita gordura e é metabolizado de forma mais lenta. A bebida pode atrapalhar o efeito esperado pelo médico.

Analgésicos e anti-térmicos: depende da molécula que são formados. No caso do Paracetamol e da Dipirona, que são os medicamentos mais conhecidos, a velocidade de eliminação do medicamento do sangue vai ser mais rápida com a bebida e, da mesma forma, o efeito vai ser menor.

Antibióticos: se o médico passou um medicamento deste tipo e a pessoa continua bebendo álcool, o efeito não vai ser efetivo no organismo. O ideal é parar de beber enquanto está fazendo o tratamento

Anticoncepcionais: tem moléculas de colesterol, da mesma forma que os anabolizantes e corticoides. O medicamento fica cerca de 24 horas no organismo e depois é eliminado, mas com a bebida a duração pode cair pela metade. Isso pode causar problemas, já que a mulher pode achar que está protegida. O ideal é que nos primeiros seis meses de uso do anticoncepcional, a bebida seja diminuída.

Antidepressivos: são medicamentos que vão diretamente para o sistema nervoso central. O álcool inicialmente aumenta o efeito do antidepressivo, deixando a pessoa mais estimulada. Mas após passar o efeito da bebida, a pessoa se sente ainda pior, e a depressão pode aumentar por fatores como ressaca e preguiça, que a bebida pode deixar.

Guia da Pharmacia

Pesquisadores americanos começam a desvendar o mistério por trás das alergias

Presença de seis células de defesa no corpo serve de indicador da ocorrência de reações alérgicas, segundo estudo com 114 voluntários. Descoberta poderá melhorar o diagnóstico e o tratamento de um problema que afeta 40% da população mundial

A alergia é um problema de saúde muito comum, que impacta a qualidade de vida de um número grande de pessoas. Sabe-se que se trata de uma resposta imune inadequada do corpo a substâncias inofensivas, como pólen e ácaros, mas as moléculas responsáveis por essa disfunção não são completamente conhecidas. Por meio de uma técnica de análise avançada, investigadores americanos começam a desvendar esse mistério. Eles identificaram células imunes presentes apenas em alérgicos. A descoberta, publicada na revista Science Translational Medicine, pode ajudar a avaliar a eficácia dos tratamentos de alergia.

Segundo os cientistas, células imunes chamadas TH2 - que protegem o corpo de parasitas, bactérias ou vírus - podem desencadear alergias. Em laboratório, eles buscaram distinguir quais delas causavam a irritação e quais eram responsáveis apenas pela proteção. “Usamos uma abordagem única, chamada coloração com tetrâmero MHCII, para visualizar e perfilar células-T específicas de alérgenos diretamente no sangue do paciente. Com essa técnica, agora estamos observando detalhes do sistema imunológico que nunca haviam sido vistos”, conta Erik Wambre, autor do estudo e membro do Instituto de Pesquisa Benaroya, nos Estados Unidos.

A equipe identificou seis células TH2 em 80 pessoas alérgicas - essas estruturas não foram encontradas nos 34 participantes do experimento que não tinham alergias. “Como um jogo de sete erros, observamos a variação na expressão dessas células que estão relacionadas às alergias mais comuns - a amendoim, a pólen de grama, a pólen de árvores, a mofo, a pelo de gato e a ácaros presentes na poeira. Resumindo, encontramos um subconjunto de células TH2 que está presente em pessoas com alergias, mas quase totalmente ausente naquelas que não têm essas intolerâncias”, detalha o autor.

O grupo de células imunes recebeu o nome de TH2A, com a junção da letra “A” para alergia. Os pesquisadores destacam que essas moléculas se diferenciam de outras células imunes porque produzem uma sinalização inflamatória. “Nossos dados revelaram diferenças funcionais fundamentais entre as células TH2A e as TH2 convencionais, como a produção de citocinas incomuns e o uso de uma via distinta que está relacionada a reações ao alérgeno”, complementa Wambre.

Para reforçar a constatação, os pesquisadores realizaram um ensaio clínico em que monitoraram pacientes submetidos a tratamentos experimentais para alergia a amendoim. Foi identificada uma relação direta entre a dessensibilização ao alimento e a diminuição da frequência de células TH2A nos participantes.

Novo foco
De acordo com os autores, as células imunes relacionadas à alergia poderão ser usadas como biomarcadores clínicos, para avaliar a eficácia de tratamentos. “Detectar células TH2A será fundamental na nossa compreensão da doença alérgica. Essa é uma descoberta importante, porque, agora, elas serão um ponto focal em pesquisas e podem melhorar o diagnóstico, o monitoramento e o tratamento de alergias. Esse achado também abre as portas para novas terapias que poderão atingir esse inimigo”, ressalta Wambre, indicando, em seguida, novos desafios da pesquisa. “Agora, precisamos entender por que alguns indivíduos possuem essas moléculas e como pará-las.”

Maria Cândida Rizzo, coordenadora do Departamento Científico de Rinite da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, também acredita que a pesquisa possa contribuir para melhorar tratamentos. “O fato de se obterem esses marcadores é importante para uma melhor compreensão dos fenômenos alérgicos. É importante também para o acompanhamento de pacientes em imunoterapia, uma vez que será possível a mensuração, de modo objetivo, de uma modificação da resposta imunológica com o tratamento. Podemos imaginar ainda que, futuramente, será possível atuar diretamente nesses grupos de linfócitos (células de defesa) e não apenas em seus mediadores, como se faz à luz dos conhecimentos atuais.”

Incidência global
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% da população global tem algum tipo de alergia. A instituição também acredita que, até o fim do século, metade da população sofrerá com alguma forma dessa complicação. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 30% da população enfrenta o problema, desencadeado por reações respiratórias, a medicamentos e a alimentos.

Palavra de especialista
David J. Cousins, imunologista e pesquisador da Universidade de Leicester, no Reino Unid

Mais um campo a explorar
“Apesar da pesquisa intensiva, ainda não compreendemos completamente por que alguns indivíduos desenvolvem intolerância a elementos como poeira e pólen, por exemplo. Ter uma doença alérgica aumenta a probabilidade de desenvolvimento de outras enfermidades alérgicas durante a vida da pessoa, a chamada marcha atópica. Ao mostrar um subconjunto de células imunes específicas que podem desencadear esse problema, temos um novo campo a ser explorado por farmacêuticas, que já realizam testes com medicamentos e podem incorporar esses achados em suas análises. Apesar do uso de adrenalina, que tem ajudado muitos países no tratamento desse problema de saúde, impedindo que ele cause consequências graves aos pacientes, muito ainda pode ser feito para auxiliar quem sofre com alergias.”

Saúde Plena

Ministro diz que SUS oferecerá ‘exame pré-nupcial’ a casais com teste genético

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou na última segunda-feira (14) que o SUS (Sistema Único de Saúde) vai oferecer um exame “pré-nupcial” aos casais que quiserem saber se há maior risco de gerarem um bebê com alguma doença genética. O teste analisaria ainda outras condições de saúde dos futuros pais, como a presença de problemas crônicos

“Uma das nossas diretrizes novas será o exame pré-nupcial, que vai garantir o exame de compatibilidade genética para noivos, para que eles saibam da possibilidade de terem filhos com doenças raras, que causam muita dificuldade para a família no tratamento e muito custo para o governo”, disse ele, em entrevista após apresentação no Summit Saúde Brasil, evento promovido nesta segunda pelo Grupo Estado.

Barros disse que não há previsão de quando o exame estará disponível. Também não detalhou se ele será oferecido a todos os casais ou a um público específico. “Nós estamos desenvolvendo esse programa e lançaremos oportunamente. O exame permitirá um diagnóstico de outros fatores, como doenças não transmissíveis, crônicas, muitas das que chamamos invisíveis, como hepatite e HIV, para que a gente possa permitir que esse futuro casal planeje bem a sua vida, com base em um diagnóstico preciso da situação de saúde que ele se encontra.”

Professora titular de genética da USP (Universidade de São Paulo) e diretora do Centro de Genoma Humano e Células Tronco, Mayana Zatz comemorou a possibilidade de expansão do uso de testes genéticos. O chamado teste genético pré-concepcional de compatibilidade pode custar até R$ 5 mil em laboratórios privados, feito por meio de uma coleta de sangue e com resultado em até 20 dias.

“Caso isso ocorra, os geneticistas vão bater palma, pois é algo que estamos batalhando há muito tempo para ocorrer”, disse. Ela considera o procedimento como “extremamente importante” e, com o preço elevado, pode ocasionar frustração à população que não tem condições de pagar.

Mayana explica que o exame é direcionado para identificação de doenças recessivas, como fibrose cística e algumas doenças neuromusculares, que causam degeneração da musculatura e a perda da capacidade de andar da criança afetada. “Há pais que descobrem que são portadores dos genes apenas quando a criança nasce. Com o teste, essa gravidez poderia ser evitada”, disse. Ela exaltou a possibilidade de economia que o método levaria ante gastos com diagnóstico e tratamento futuros.

Indicações claras
O diretor médico da Alta Diagnósticos, Gustavo Campana, destacou, porém, que o exame não pode ser usado como “triagem populacional”. “As novas formas de diagnóstico têm de ter indicações individuais muito claras”, disse. Um exemplo de grupo para o qual o exame é geralmente indicado são os casais consanguíneos, como primos. “Neles, a carga genética é mais semelhante do que entre desconhecidos, passando a aumentar o risco de vir a ter um filho com determinada doença”, disse.

Geneticista do Fleury, Wagner Baratella lembrou que “não existem testes definitivos para afastar todos os eventuais problemas de uma gestação”. Destacou ainda a importância de que haja aconselhamento genético e não aplicação indiscriminada do procedimento. O obstetra Alberto Guimarães ponderou que o sistema público, enquanto discute a adoção desses exames, tem de reforçar a estrutura atual das maternidades, por exemplo, “com a garantia de equipes mínimas de plantão”. “Podia se fazer valer o que já tem, com a garantia de um pré-natal multiprofissional e todo o suporte da maternidade”, destacou.

R7

Congresso Brasileiro de Urologia reúne especialistas em Fortaleza

De 26 a 29 de agosto, Fortaleza recebe o 36º Congresso Brasileiro de Urologia, que contará com a presença de renomados especialistas nacionais e internacionais que apresentarão temas importantes como: técnicas cirúrgicas em urologia; transplante renal; câncer de próstata; avanços no diagnóstico e infertilidade, entre outros assuntos da área

Durante os quatro dias, o congresso terá uma extensa programação, com cursos teóricos e práticos, apresentação de plenárias, discussões de casos e simpósios satélites, como o promovido pela Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), apresentado pela professora e patologista Andrea Monnerat e pelo professor e radiologista Leonardo Kayat, no dia 27.

O simpósio cujo tema é Biópsia de Próstata por Fusão de Imagens de Ressonância Magnética e Ultrassonografia tem como objetivo discutir os aspectos da imagem e da patologia relacionados com essa nova modalidade de biópsia de próstata.

Segundo Kayat, estudos demonstram que a biópsia por fusão de imagens detecta 32% a mais de tumores significativos do que a biópsia comum por ultrassom. “A fusão dessas duas imagens resulta em um ganho aditivo, pois combina a praticidade e disponibilidade do ultrassom para chegar à lesão com a nitidez e o poder diagnóstico das imagens de RM”, argumenta o radiologista.

Essa e mais outras 40 atividades estarão disponíveis para médicos, profissionais de saúde e estudantes de medicina no Centro de Eventos do Ceará, na Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz, em Fortaleza. A programação completa do congresso está disponível no site www.cbu2017.com.br, onde também são feitas as inscrições.

Serviço
Data: 26 a 29 de agosto de 2017.
Local: Centro de Eventos do Ceará – Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz, Fortaleza – Ceará.
Inscrições: www.cbu2017.com.br

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Cardiologistas estabelecem taxas mais rígidas de controle do ‘colesterol ruim’

https://scontent-sea1-1.cdninstagram.com/t51.2885-15/s480x480/e15/11018553_339271242932994_1537259343_n.jpg?ig_cache_key=OTQ0NTQ3MTkyNjI1OTcwNDkz.2Objetivo é reduzir número de eventos cardíacos em pacientes com risco ‘muito alto’

Cardiologistas brasileiros tornaram mais rígidos os parâmetros para o controle do LDL, o “colesterol ruim”. Agora, indivíduos com risco altíssimo de evento cardíaco deverão manter a taxa de colesterol abaixo de 50 miligramas por decilitro de sangue. Antes, bastava ficar abaixo de 70. A maioria dos indivíduos presente nesse grupo de risco “muito alto” já passou por um infarto ou derrame, por exemplo.

Por isso, mudanças são necessárias para prevenir novos episódios graves nesses pacientes, diz a Sociedade Brasileira de Cardiologia, entidade que alterou as diretrizes no Brasil. De acordo com estudo realizado pela instituição, 67% dos brasileiros desconhecem que têm taxas altas de colesterol

Outras mudanças
Taxas de colesterol total também foram alteradas: de 200 para 190. Também mudaram os parâmetros para o “colesterol bom” (HDL): de 60 para 40. Indivíduos com risco alto, como os hipertensos, devem continuar a manter as taxas abaixo de 70. Para aqueles que não possuem fatores de risco, a taxa deve se manter abaixo de 130.

As novas diretrizes foram publicadas em documento da Sociedade Brasileira de Cardiologia no dia 8 de agosto e servirão também para tornar o tratamento mais rígido.A entidade também disponibilizou um aplicativo para médicos que permite o cálculo do risco para doença cardíaca.

G1