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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Consumo moderado de sal iodado é importante para saúde

sal2Hoje temos muitas opções de sais para consumo humano no mercado. Diante de tanta variedade, você sabe a importância do consumo moderado iodado? Os benefícios são vários, entre eles o funcionamento normal dos hormônios da tiroide e o desenvolvimento dos bebês durante a gestação

O sal branco foi definido pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) do Ministério da Saúde para aumentar a oferta de iodo à população brasileira. Para que não haja um excesso ou deficiência de iodo para o consumidor, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), junto com Ministério da Saúde, faz o monitoramento.

É importante que as mulheres grávidas façam o pré-natal e sejam orientadas por profissional de saúde. “O sal branco é importante na dieta, mas é relevante lembrar que ele deve ser consumido dentro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), para que a pessoa não desenvolva doenças crônicas”, explica o coordenador-adjunto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson. A recomendação da OMS é consumir até cinco gramas de sal, por dia.

A deficiência de iodo pode causar em crianças retardo mental grave e irreversível, surdo-mudez, anomalias congênitas e o bócio (hipertrofia da glândula tireoide). “Usar sal sem ser iodado pode ocasionar distúrbios por deficiência de iodo”, explica o coordenador. Além disso, a má nutrição de iodo está relacionada com altas taxas de natimortos e nascimento de crianças com baixo peso, problemas no período gestacional, aumento do risco de abortos e mortalidade materna.

Benefícios do iodo na gravidez
Durante o primeiro trimestre de gravidez, a mãe é a única fonte dos hormônios da tireoide, que desempenha um papel essencial para as várias etapas do desenvolvimento cerebral do feto. Portanto, a falta de iodo na gestante tem efeitos prejudiciais no desenvolvimento cognitivo do bebê, como o parto prematuro, defeitos neurológicos, QI abaixo do normal, surdez e até aborto.

A Organização das Nações Unidas (ONU) considera que uma gestante deve ter consumir diariamente cerca de 200µg de iodo para que não haja carência deste micronutriente. Porém, a maneira de ingestão pode ser através de alimentos ou suplementação alimentar. “A suplementação tem que ser orientada por uma nutricionista e deve ser acompanhada durante toda a gravidez e após a gestação”, alerta Eduardo.

Os alimentos com iodo são, principalmente, os alimentos de origem marinha, como peixes, frutos do mar e mariscos.

Confira alguns alimentos ricos em iodo:
• Peixes
• Leite
• Camarão
• Ovo
• Fígado

Consumo excessivo
O consumo médio de sal do brasileiro é mais que o dobro da recomendação da OMS. O uso excessivo de sódio atua como importante fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças renais, síndrome metabólica e câncer gástrico. Portanto, a regra é não exagerar no consumo do sal. Consuma o produto em pequenas quantidades para temperar alimentos in natura e minimamente processados. Vale ressaltar que alimentos processados e ultraprocessados devem ser evitados, pois possuem grandes quantidades de sódio.

Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde

Cientistas criam cola capaz de reconstruir pele lesionada em 60 segundos

Produto à base de elastina será capaz de fazer a pele se reconstruir rapidamente e poderá ser usado em partes internas do corpo

Quem já passou por algum processo cirúrgico ou teve uma lesão profunda em que a pele foi cortada sabe que o até a pele formar a cicatriz é preciso tempo e paciência. Apesar de a aparência começar a melhorar depois de sete a 10 dias da data da lesão, mesmo com a ajuda de pontos e outros recursos, a camada mais profunda da pele pode levar até seis meses para se regenerar.

Pensando nisso, engenheiros biomédicos da Austrália e dos Estados Unidos desenvolveram uma cola cirúrgica elástica capaz de formar cicatriz em feridas e cortes em questões de segundos. Não, não se trata de mágica. O produto, tido como “inovador”, tem o objetivo de salvar vidas selando de maneira muito mais eficiente feridas de pacientes lesionados. E o melhor: o processo para que a pele se reconstrua promete acontecer em apenas 60 segundos.

O material funciona como uma cola injetável, chamada MeTro, e é feito a partir de uma proteína natural, a tropaelastina – forma solúvel e imatura da elastina, conhecida como a principal proteína que produz as fibras elásticas do organismo. Ao ser aplicada diretamente na ferida, a cola tem seu efeito ativado com uma luz UV, capaz de fazer com que a cola forme uma vedação completa, mesmo em tecidos úmidos, eliminando a necessidade de grampos ou pontos para que a pele se regenere.

A elasticidade do produto é importante para que a substância seja ideal também para ser aplicada em órgãos internos que mudam a forma, como os pulmões e o coração. Com seu efeito capaz de ser alterado de dissolução em poucas horas até algumas semanas, a substância revolucionária também tem o potencial de reduzir dramaticamente o tempo de recuperação do paciente.

Pesquisa
O estudo sobre o novo produto foi publicado na revista Science Translational Medicine, e mostrou que a substância foi bem sucedida na fase de testes em animais, quando aplicada nas artérias e pulmões de ratos e pulmões dos porcos. “A beleza da fórmula da cola MeTro é que, logo que ela entra em contato com superfícies de tecido, ela se solidifica em uma fase similar ao gel, e não escapa”, explicou o professor Nasim Annabi, do Departamento de Engenharia Química da Northeastern University.

Ainda é preciso que outras avaliações sejam feitas, principalmente em humanos, mas os pesquisadores acreditam que a cola deve estar no mercado nos próximos três anos. A ideia é que o produto ajude a formar uma cicatriz rapidamente em pessoas que sofreram acidentes de trânsito, passaram por procedimentos cirúrgicos, ou até que foram feridas em combates na guerra.

iG

Tecnologia para redução de eventos adversos e segurança e qualidade no ato cirúrgico são destaques da nova edição da Revista Acreditação em Saúde

“A padronização de procedimentos é o caminho para aumentar segurança e qualidade no ato cirúrgico”. A afirmação é do ex-vice-presidente de Acreditação e Normas da Joint Commission International (JCI), Paul vanOstenberg, em artigo que abre a 13ª edição da Revista Acreditação em Saúde, publicação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) que reúne ações de melhorias da qualidade realizadas por instituições brasileiras acreditadas pela JCI, organismo ao qual o CBA é associado no Brasil

O artigo cita os obstáculos à segurança cirúrgica no Brasil e no resto do mundo e ressalta a importância da Certificação Cirurgia Segura, lançada pelo CBA em parceria com o Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), que busca assegurar a eficiência nos procedimentos cirúrgicos, motivados por um cenário em que é alta a taxa de eventos adversos cirúrgicos, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Nas páginas seguintes, a Revista mostra experiências de instituições acreditadas pelo CBA/JCI, que se utilizam de padrões internacionais e desenvolvem programas próprios capazes de elevar o patamar da assistência e garantir uma gestão mais eficiente. É o caso do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, que acaba de implantar mudanças em sua Diretoria Assistencial, integrando as equipes multiprofissionais e favorecendo a troca de conhecimentos, trazendo segurança e proporcionando melhor experiência ao paciente. Essa integração também foi efetiva no Hospital do Coração, o HCor (SP), com a adoção de quatro projetos de boas práticas, com bases teóricas e práticas do Institute for Healthcare Improvement (IHI).

Outra medida em destaque na Revista tem foco em ampliar os cuidados e a segurança dos pacientes internados com a adoção de tecnologias. Um exemplo é experiência entre o Laboratório de Tecnologia Avançada (ATL), da Microsoft, e o Hospital 9 de julho (SP), que prevê quedas dos pacientes, monitorando possíveis situações de risco com o auxílio de inteligência artificial.

O programa de gerenciamento de medicamentos adotado pelo Hospital São Vicente de Paulo (RJ) também revela que, em apenas seis meses, cerca de mil medicamentos foram devolvidos à farmácia interna da unidade, graças a adoção de um novo sistema para melhor gerenciar a dispensação e a administração de fármacos aos pacientes internados.

“Essas e outras ações mostram como a acreditação internacional colabora para a melhoria da qualidade, segurança e gestão dos serviços de saúde”, comenta Cristiane Henriques, gerente do departamento de Marketing e Comunicação do CBA, que reforça a importância da Certificação da Segurança e Qualidade em Cirurgia e Procedimentos Invasivos: “É inadiável a implantação do check-list de cirurgia segura e de outros padrões de segurança. Com isso, muitos eventos sentinelas e adversos poderiam ter sido evitados. Os hospitais precisam estar vigilantes”.

Todo conteúdo da Revista Acreditação em Saúde pode ser acessado pelo link: http://www.cbacred.org.br/publicacoes/revista-acreditacao-saude/.

Cristina Miguez – SB Comunicação
Coordenadora de Jornalismo
Tel. (21)3798-4357 / (21)98214-8996
R. José Higino, 249, casa 4B – Tijuca
Rio de Janeiro – RJ
CEP 20520-201

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Quando a tecnologia se torna uma arma contra crianças e adolescentes

meleficio tecnologiaSociedade Brasileira de Pediatria alerta para os perigos do uso precoce e excessivo da tecnologia por crianças e adolescentes

Você já viu alguma criança portando celular, tablet ou notebook e até passando horas usando estes equipamentos? Se tratando dos adolescentes, então, é bem difícil encontrar algum que não desfrute da tecnologia. Claro, ela facilita a comunicação, inclusive com os pais, e ajuda nas pesquisas escolares, trazendo conteúdos acadêmicos e atualizados. Mas também existe muito perigo por trás desses dispositivos: prejuízos à saúde mental, física e à segurança destes usuários mirins.

A consultora de imagem Clarissa Ludovico tem um enteado e três filhos com idades de 18, 13 e 4 anos e a caçula de nove meses. Assim, ela tem vivido o impacto da tecnologia ao longo dos anos na criação dos filhos. “A preocupação é acessar o que não deve. Mas eu sou adepta e faço o uso. O de 13 e de 18 não têm nenhum controle. É com base no que a gente orienta. A de quatro anos assiste o que eu coloco, mas ela está fazendo o caminho inverso, estou lendo mais livros para ela e proibindo o uso durante viagens”, conta.

No Brasil, 80% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos usam a internet. Desses, 66% acessam a rede mundial de computadores mais de uma vez por dia, principalmente por meio de smartphones. Preste atenção nestas informações: 21% dos adolescentes já deixaram de comer ou dormir por causa da internet, 17% procuraram formas de emagrecer, 10% para machucar a si mesmo, 8% relataram formas de experimentar ou usar drogas e 7% formas de cometer suicídio. Todos estes dados são da pesquisa TIC KIDS ONLINE-Brasil 2015, feita pelo Comitê Gestor da internet e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação.

O que dizem os pediatras
Foi a partir destes dados que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um documento com recomendações para os profissionais de saúde, para pais e responsáveis e para as próprias crianças e adolescentes sobre o uso das tecnologias. Um dos principais alertas é o seguinte: a internet deixa as crianças e adolescentes “expostas numa rede totalmente incontrolável”.

O documento da SBP enumera os seguintes sintomas do uso precoce e excessivo das tecnologias:
  • Cyberbullying, transtornos de sono e alimentação, sedentarismo, problemas auditivos por uso de headphones, problemas visuais, problemas posturais e lesões de esforço repetitivo;
  • Problemas que envolvem a sexualidade, como maior vulnerabilidade à pornografia, acesso facilitado às redes de pedofilia e exploração sexual online;
  • Compra e uso de drogas;
  • Pensamentos ou gestos de autoagressão e suicídio;
  • “Brincadeiras” ou “desafios” online que podem ocasionar consequências graves, inclusive a morte.
Evelyn Eisenstein, pediatra e membro do Departamento Científico de Adolescência da SBP, chama a atenção para a ausência de controle por parte dos adultos. “Se nós somarmos os pais que nada sabem sobre o que os filhos estão fazendo ou que sabem mais ou menos do que os filhos estão fazendo nas redes sociais, nós temos quase que 52% do total. Mais do que a metade dos pais pouco sabem do que seus filhos estão acessando”, adverte.

Atenção, pais!
Para a SBP, esta é uma questão de saúde pública, pelos inúmeros sintomas apresentados, de educação, por causa da queda do rendimento escolar e de segurança. “Ao todo, 41% das crianças e adolescentes já sofreram discriminação, que são casos de violência online. Outros 42% já se encontraram com desconhecidos. Imagina o perigo! Internet e redes sociais não são uma brincadeirinha, não é uma distração”, reforça a médica e estudiosa sobre o assunto, Eisenstein.

O apelo da Sociedade Brasileira de Pediatria é para que os pais exerçam o papel de mediadores. Estas são algumas recomendações da SBP:
  • Supervisione o que os filhos acessam
  • Limite o tempo dedicado aos aparelhos
  • Impeça o uso em local isolado
  • Oriente sobre os perigos da web
  • Impeça o uso por crianças menores de dois anos.
Nas escolas, professores podem contribuir com esta tarefa. “Temos principalmente que evitar o abandono afetivo, para se beneficiar do lado positivo da tecnologia”, explica a pediatra.

Clarissa Ludovico já tinha alguma noção dos males do uso exagerado da tecnologia, mas quando soube de alguns dos sintomas apontados pela Sociedade Brasileira de Pediatria, disse que vai ficar ainda mais atenta com os filhos. “Pensando bem, é um acesso muito fácil a coisas perigosas. Agora eu vou controlar bem mais. Eu entendo que é muito sério e que tudo tem que ser controlado”.

Acesse aqui o Manual de Orientação “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Erika Braz, para o Blog da Saúde

Receituário digital quer acabar com erro causado por letra feia de médico

Foto: Reprodução
A letra feia do seu médico pode colocar sua saúde em risco. Isso porque o farmacêutico pode não entender o “garrancho” e entregar o medicamento errado. Ou ainda, mesmo que o remédio esteja certo, você pode tomar uma superdosagem por não entender a recomendação

No Brasil, não há dados nacionais que mostrem os problemas que os erros de prescrição podem causar. Uma lei nacional de 1973 exige que a receita seja escrita de maneira legível. O Código de Ética Médica também veda ao médico receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível. Além disso, alguns estados brasileiros, como o Mato Grosso do Sul, obrigam os médicos a digitar e imprimir as receitas.

Para o presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), Pedro Eduardo Menegasso, a maior vítima dos problemas com as receitas médicas são os pacientes. “Muitas vezes a farmácia não consegue decifrar. Isso causa erros e prejuízos para a saúde dos pacientes. O farmacêutico que não entende a receita precisa tirar a dúvida com o médico. Mas vários não deixam contato nas receitas. Eles se recusam a, por exemplo, deixar o telefone”, afirmou. “Esse problema tem de ser resolvido no Brasil. É preciso uma regulamentação sobre esse assunto”, completou.

Uma das maneiras de resolver esse problema é a implantação do receituário digital. Uma das ferramentas disponíveis no Brasil é o Nexodata, criado pelo médico paulista Antonio Endrigo. O Nexodata trabalha em conjunto com diversos aplicativos de gestão de clínica e possibilita ao médico imprimir a receita ou enviá-la diretamente ao sistema da farmácia. Desta maneira, o paciente nem precisa de papel. Ele pode optar por receber a relação de medicamentos por SMS e solicitar os remédios no balcão da farmácia.

Ao digitar o nome do médico, o farmacêutico ou balconista já tem acesso aos medicamentos solicitados e às doses corretas, com segurança. O aplicativo existe desde janeiro deste ano e, segundo Endrigo, já é utilizado por cerca de 15 mil médicos em todo o país.

“Os erros de prescrição são difíceis de serem computados. O paciente toma remédio porque está doente. Se a doença se agrava, dificilmente vai se considerar que a culpa é do remédio. É uma questão muito séria”, disse. Para ele, as novas tecnologias ajudam a minimizar esse problema ao máximo.

O oftalmologista Rubens Belfort Neto, professor afiliado da Escola Paulista de Medicina, já utiliza o sistema. Para ele, a prescrição eletrônica acaba com o risco de fraudes. “Com a receita em papel, qualquer um pode ir em uma papelaria e mandar fazer o bloco e o carimbo. Agora, com o receituário eletrônico, existe a assinatura digital do médico, certificada pelo Conselho Regional de Medicina. Isso dá uma segurança muito maior ao paciente”, disse.

Uol