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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Febre amarela: vacina será exigida também na Nicarágua

Medida foi adotada por causa do surto da doença em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia e pelo movimento migratório do Brasil para o Panamá e Nicarágua

O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP com registro de vacinação contra a febre amarela, aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem, passa a ser exigido dos viajantes procedentes do Brasil para entrar na Nicarágua. A partir da próxima segunda-feira (6/2), o certificado será exigido também pelo Panamá.

Desta forma, os viajantes que partirem do Brasil com destino ao Panamá ou Nicarágua deverão apresentar CIVP válido, isto é, com registro de vacinação contra a febre amarela realizada pelo menos 10 dias anteriores à viagem.

Para os viajantes com passagem pelo Panamá não será exigido o CIVP para os casos de conexão e escala, quando o viajante não sair do aeroporto. A Nicarágua ainda não informou se cobrará o certificado em escalas e conexões.

Validade do certificado
Conforme diretriz da Organização Mundial de Saúde, para emissão do CIVP o viajante deve ter tomado uma dose da vacina contra a febre amarela, que terá validade para toda a vida.

Desta forma, para pessoa que já realizou uma vacinação, basta apresentar o cartão nacional de vacinação com os dados da vacina para emissão do CIVP. Para o viajante que não tiver nenhum histórico vacinal comprovado, deverá tomar uma dose para emissão do certificado.

O cartão nacional de vacinação deve estar preenchido corretamente com a data de administração e lote da vacina, assinatura do profissional que realizou a aplicação e identificação da unidade de saúde onde ocorreu a aplicação da vacina.

O que é o CIVP?
O certificado internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP) é um documento que comprova a vacinação contra a febre amarela e / ou outras doenças, bem como outros métodos profiláticos, medidas tomadas para evitar a disseminação e doenças e contaminação. É exigido, por alguns países, como condição para a entrada de um viajante.

A possibilidade de exigência do CIVP é prevista no Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

Atualmente, o CIVP é exigido apenas como comprovante de vacinação contra febre amarela. Tal exigência pode mudar a qualquer momento, dependendo do contexto epidemiológico mundial.

Como obter o CIVP?
A emissão do CIVP é gratuita e pode ser emitido nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa, localizados em Portos, Aeroportos e Fronteiras. Ainda, desde abril de 2011, o certificado pode ser emitido em Unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) credenciadas, como postos de saúde e hospitais, e nas clínicas particulares credenciados para essa finalidade.

Vale ressaltar, que os Postos da Anvisa não aplicam a vacina, apenas emitem o certificado. A vacina deve ser tomada nos serviços de saúde públicos e particulares, devidamente habilitados.

Quais os documentos necessários?

- Cartão de vacina e documentos pessoais.
São aceitos como documentos de identidade a Carteira de Identidade (RG), o Passaporte, a Carteira de Motorista válida (CNH), entre outros documentos.

A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 (dezoito) anos. Ressalta-se que crianças a partir de 9 (nove) meses já começam o esquema de vacinação.

A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade.

Para agilizar o atendimento, o interessado pode realizar um pré cadastro no endereço http://www.anvisa.gov.br/viajante, clicar na opção “cadastrar novo”.

Para visualizar a lista dos serviços de vacinação privados credenciados acesse o endereço eletrônico http://www.anvisa.gov.br/viajante. Clique sobre o link “Centro de Orientação à Saúde do Viajante” e, após, no link “Consulte a lista completa dos Centros).

Só o viajante pode assinar o CIVP?
Para obter o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), é imprescindível a presença do interessado (viajante) nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante.

Como se trata de um documento de validade internacional, a autoridade sanitária deverá garantir que a assinatura constante do CIVP seja idêntica à do Passaporte ou a da Carteira de Identidade (RG).

E quando se tratar de criança / adolescente menor de 18 anos?

a) Necessidade da presença do menor: Não é necessária a presença da criança ou adolescente menor de 18 (dezoito) anos quando seus pais ou responsáveis solicitarem a emissão do seu CIVP nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante.

b) Necessidade de assinatura:
- Não é obrigatória a assinatura da criança ou do adolescente menor de 18 (dezoito) anos no CIVP, ainda que este já seja alfabetizado.

- Recomenda-se que a criança ou o adolescente assine o certificado, no caso de necessidade de apresentar outros documentos com a sua assinatura no país de destino para evitar eventuais transtornos.

Neste caso, orienta-se ainda que o responsável que solicitou o certificado verifique para que o CIVP seja assinado de forma idêntica aos demais documentos (Passaporte ou Carteira de Identidade) da criança ou do adolescente.

No caso de conexão ou escala em outros países há necessidade do certificado?
Dúvidas sobre a aplicação das normas de controle sanitário, incluindo a necessidade de apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia em países onde se faz conexão ou escala, devem ser esclarecidas com a representação do próprio país (consulados / embaixadas) ou com a empresa aérea que opera nesses destinos.

Em caso de perda ou extravio?
Em caso de extravio do cartão de vacinação, o usuário deverá se dirigir à unidade de saúde onde tomou a vacina e solicitar a segunda via do documento. Também pode procurar um dos Centros de Orientação de Viajantes da Anvisa para emitir gratuitamente uma nova via do certificado.

Quais são os países que exigem o CIVP?
A consulta poderá ser realizada no endereço: http://www.anvisa.gov.br/viajante. Clique no link “Verifique as orientações para o país de destino”, e serão apresentadas recomendações para sua viagem e a indicação da existência ou não de exigências sanitárias. Se houver exigência sanitária, será necessária a apresentação do certificado CIVP.

Quando há contraindicação da vacinação?
Para casos em que a vacinação ou a profilaxia é contraindicação, deverá ser emitido o atestado ou certificado de isenção de vacinação ou profilaxia.

A emissão desse certificado pode ser realizada por um profissional médico, utilizando modelo de atestado de isenção.

O Centro de Orientação ao Viajante poderá chancelar os atestados médicos de contraindicação que estejam escritos em outros idiomas ou, no caso de atestados médicos que não atendam ao solicitado (modelo acima referido), poderá emitir um certificado de isenção.

- O que apresentar:
- documento de identidade original com foto. São aceitos como documentos de identidade a Carteira de Identidade (RG), o Passaporte, a Carteira de Motorista válida (CNH), entre outros documentos. A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 (dezoito) anos. Ressalta-se que crianças a partir de 9 (nove) meses já começam o esquema de vacinação. A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade.

- atestado médico de contraindicação de vacinação ou profilaxia onde conste o nome do viajante e a contraindicação para o recebimento da vacina contra febre amarela. O atestado deverá conter o endereço completo e o telefone do consultório, bem como o CRM, assinatura e carimbo do médico responsável.

- emissão do certificado ou atestado de isenção de vacinação por profissional médico No caso de emissão do certificado ou atestado de isenção de vacinação por profissional médico, deverá ser utilizado um modelo de atestado específico e deve-se observar:

- preenchimento completo e de forma legível dos dados; - identificação do profissional médico e do local onde for efetuado o atendimento;

e - parecer médico de contraindicação de vacinação ou profilaxia.

ANVISA

Dieta inadequada pode agravar a saúde de vítimas da doença hemorroidária

Alimentos que prejudicam as hemorroidas
Alimentos que prejudicam as hemorroidas
A falta de cautela ao consumir bebidas alcoólicas, pouca ingestão de água e dieta pobre em fibras podem agravar a saúde de pessoas que sofrem com as hemorróidas

O alerta é coloproctologista Rogério Monteiro, médico do Hospital Geral do Estado (HGE), que ainda revela a expectativa de estudiosos em metade da população mundial com mais de 30 anos descobrir ser portador da doença.

As hemorróidas são formadas por um conjunto de vasos sanguíneos e seu inchaço, inflamação e dor caracterizam a doença hemorroidária, localizada na parte inferior do reto ou do ânus. “Essa estrutura de vasos começa a se dilatar, muda de posição e pode até se exteriorizar para fora do ânus. Isso causa sangramento, dores e dificuldade ao evacuar”, explicou o médico. A doença hemorroidária pode se apresentar dentro do ânus ou na parte inicial do reto, ou na abertura anal, projetando-se para fora do ânus. “Quando acomete dentro gera sangramento e estufamento do ânus; e quando acontece fora, o doente sente muita coceira, dores e sofre um crescimento no volume do tecido localizado na ponta do ânus”, explicou o coloproctologista. Um grande causador da doença é a frequência de segurar as fezes por longos períodos, assim como sofrer de prisão de ventre, fazer grandes esforços ao evacuar, ficar por muito tempo sentado no vaso sanitário e fatores hereditários. “Ao contrário do que muitos pensam, a atividade sexual anal não está diretamente envolvida com o surgimento da doença. Porém a gravidez, a obesidade, hipertensão, tabagismo e cirrose podem ajudar no desenvolvimento da enfermidade”, pontuou Monteiro.

O assunto continua sendo um tabu entre homens e mulheres, assim como a devida busca pelo diagnóstico. Segundo o coloproctologista, principalmente a grande maioria dos homens, quando começam a sofrer algum dos sintomas, procuram tratamentos populares ou a automedicação.

“Quando eles chegam, na grande maioria, é porque o problema está insuportável. O que muitos não sabem é que cerca de 80% dos casos que diagnosticamos não necessitam de cirurgia. Basta iniciarmos um acompanhamento, tomar precauções e o doente adotar práticas de vida saudáveis”, disse ele.

“Também é importante esclarecer que a doença hemorroidária não causa o câncer do reto, nem evolui para câncer do intestino grosso. No entanto, alguns sintomas de hemorróidas são semelhantes aos do câncer do intestino grosso de forma que em algumas situações o diagnóstico diferencial deve ser realizado através da colonoscopia”, ressaltou o médico do HGE.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas - Texto: Thallysson Alves

Ministério da Saúde aprova nova técnica para combater as varizes no SUS

No mês de Janeiro, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) do Ministério da Saúde aprovou a incorporação de uma nova técnica para o tratamento de varizes no SUS: a escleroterapia com espuma


A expectativa é que o procedimento ajude a diminuir as filas de espera de pacientes por um tratamento. Atualmente estima-se que 70% da população adulta tenham algum tipo de varize.

O angiologista Marcelo Ruettimann Liberato foi pioneiro na aplicação deste tipo de tratamento no SUS, em Salvador, e em entrevista para o Blog da Saúde, esclarece sobre o que são varizes, como funciona a escleroterapia, e qual a importância deste novo procedimento para a saúde pública no país.

Leia a entrevista:

Blog da Saúde: O que são varizes e por que elas são um problema grave? Marcelo Ruettimann Liberato: As varizes representam um problema de saúde pública no Brasil. Elas são veias dilatadas que deveriam transportar o sangue das pernas para o coração. Como elas estão dilatadas, a válvula fecha e impede que o sangue desça. Na veia dilatada a válvula não funciona. O sangue passa pelo meio e a pessoa começa a acumular sangue nas pernas. Isso cria uma reação inflamatória durante muitos anos. A inflamação chega ao ponto de necrosar a pele abrir a ferida, que é a úlcera varicosa.

Eu não tenho nenhuma restrição em dizer que nós temos milhões de brasileiros com varizes, e mais de um milhão pelo menos com úlcera causada pelas varizes. Então é muito importante que o governo faça o que está fazendo, que é buscar alternativas para resolver o problema desta população que com cirurgia convencional, que é uma excelente técnica, não está conseguindo resolver o problema.

É demorado, exige corte, anestesia, internação, e com técnica alternativa, feita no ambulatório, como a escleroterapia com espuma, nós podemos não só resolver o problema da doença das varizes fechando eliminando as varizes e fechando as feridas, mas podemos também resolver o problema das longas filas de espera que aguardam por um tratamento.


Blog da Saúde: Existem varizes menos e mais graves. Como funciona isso? Elas vão progredindo com o tempo?
Marcelo Ruettimann Libertato: Existem dois tipos básicos de alteração, e uma classificação de varizes que vai de um até seis em relação a gravidade. O grau um são veias estéticas, micro vasos. Essas veias não precisam de um tratamento por uma doença, vai mais da autoestima da pessoa. Inclusive o SUS não trata pessoas com grau um, nós só tratamos pessoas do grau dois em diante, a maioria com graus avançados. Essas varizes são classificadas de acordo com o seu tamanho de diâmetro e as alterações que elas causam na pele da perna das pessoas que têm as varizes.

Então para que a gente tenha uma noção, o grau um são micro vasos, o vaso bem pequeno. O grau seis são vasos grandes com úlcera, com ferida. Entre o grau um e o grau seis existem as etapas que progressivamente vão piorando. Não quer dizer que uma pessoa com grau um de varizes vai ter uma ferida no futuro. Mas as pessoas que tem varizes grandes, se não tratar, vão evoluir para situações mais graves de maior inflamação. A pele fica escura, começa a ter dor, inflamação, e o último estágio, a ferida.

As varizes são uma doença progressiva, crônica, que vai piorando com o tempo se não for tratado. Por isso é importante tratar as pessoas que têm feridas de varizes, mas também pegar as pessoas que não tem ferida ainda, e tratar para que aquilo não piore e aquela pessoa não continue sofrendo com o incômodo de ter varizes.

Blog da Saúde: Existe um grupo mais suscetível a desenvolver as varizes?
Marcelo Ruettimann Liberato: O fator principal é a hereditariedade. É o que passa de mãe, de pai, para filho, de avô e de avó para neto, então tem um fator hereditário muito forte. Genético mesmo. E existem fatores que aumentam a predisposição como pressão alta, obesidade, trabalhar muito tempo em pé, faz com que as varizes elas cresçam mais rápido. Além disso, as varizes existem em maior quantidade nas mulheres, nas pessoas com mais de 40 anos, nos obesos e durante a gravidez.

Blog da Saúde: E como funciona a escleroterapia com espuma?
Marcelo Ruettimann Liberato: Nós temos duas maneiras de tratar uma veia com varizes: ou a gente arranca com cirurgia, ou a gente fecha para que ela não deixe mais o sangue acumular ali dentro. Fechando você destrói a veia, e o sangue vai para as veias boas que funcionam. A espuma é um esclerosante a base alcoólica e detergente, ou seja, o detergente destrói a parede da veia na sua parte gordurosa.

A espuma fecha a veia, ela vira um cordão de fibrose duro, e o organismo vai absorvendo esse cordão. Dependendo do tamanho da veia, ela vai sumir com um mês ou pode demorar até seis meses para sumir completamente. Mas imediatamente quando ela é fechada, não causa mais o problema de acumular sangue, inflamação, dor, sensação de peso, cansaço, e o sofrimento que as pessoas sentem com esse tipo de problema.

Não precisa de corte, não precisa anestesiar. Você pega a veia com uma agulha bem fininha, injeta espuma, ela vai fechar a veia, e você vai acompanhar o doente durante esse processo. Um mês mais ou menos de aplicações e revisões. Depois de um mês o doente sem ferida está curado, e os doentes com ferida demoram um pouco mais, porque precisa de atendimento especializado só para ferida. Mas a gente consegue curar a grande maioria dos doentes com essa técnica.

Blog da Saúde: Essa técnica já é considerada consolidada. Como surgiu e de onde veio essa iniciativa de começar a tratar os pacientes no SUS?
Marcelo Ruettimann Liberato: Eu estava tendo dificuldade para tratar os meus pacientes com cirurgia, não porque minha instituição não me apoiasse, porque ela me apoiava. Eu fiquei anos sendo o coordenador do programa de cirurgia de varizes pelo SUS, até que eu senti que não estava dando vencimento a uma lista de espera gigante de pacientes que a cada ano que passava só aumentava.

Fui buscar uma alternativa em uma técnica que já está bem divulgada, e consolidada há pelo menos 15, 20 anos. Então eu comecei a usar a título de pesquisa, com aprovação pelo comitê de ética e uma bolsa que o hospital me cedeu, eles queriam ver os resultados. Eu disse que não era uma pesquisa experimental, é simplesmente uma pesquisa para provar que eu consigo tratar os doentes que tem uma situação grave pelo SUS. Até que em 2013 eu mostrei os resultados da minha pesquisa, que existia uma viabilidade e sustentabilidade, seja sanitário com a cura, seja econômico para que a gente tirasse as pessoas daquela bola de neve de fazer curativo sem fechar a ferida durante 10, 15, 20 anos, e o tratamento foi aprovado pelo Município de Salvador, pelo secretário de saúde na época.

Nós conseguimos resultados surpreendentes. Quando eu comecei a utilizar pelo SUS, fiquei impressionado com os resultados que eu consegui na pesquisa. Eu comecei a me perguntar, e perguntar aos colegas pelo Brasil “mas você usa a espuma para tratar seu doente do SUS?”, “Ah não, não uso”. “Mas por que você não usa?”, “Ninguém paga”. “È só por isso?”, “È”. Ai eu pensei que a gente tinha que mudar essa realidade.

Então eu comecei a minha via crucis de lutar por essa população que mudou minha vida pessoal e profissional. Eu me tornei mais humano, me tornei mais gente. Hoje eu dedico 80% da minha prática ao paciente do SUS e falo isso com muito orgulho e muita felicidade. Agora eu tenho a grata surpresa de que um órgão importante do governo, através de um secretário, de um Ministro da saúde está reconhecendo e está nos ajudando. E não é minha causa, é a causa de milhões de brasileiros. Eu estou muito feliz e orgulhoso de poder tá ajudando um pouco nesse processo.

Blog da Saúde: O senhor gostaria de complementar mais alguma coisa?
Marcelo Ruettimann Liberato: Eu estou aqui porque eu tenho certeza que milhões de pessoas vão se beneficiar com isso, então é um dia de muita emoção para mim. Eu quero agradecer ao Ministério da Saúde, e a todos aqueles que de alguma forma estão ajudando as pessoas que realmente precisam.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Emagrecedor clandestino tem comércio proibido

Divulgação
Empresa comercializava produtos fitoterápicos irregulares destinados ao tratamento de obesidade

A Anvisa proibiu a venda e o uso dos produtos Phytoemagry, Natu Diet e Natural Dieta nesta quinta-feira (02/02). Os fitoterápicos clandestinos eram divulgados e comercializados sem registro.

A empresa fabricante Natura Leve, que comercializava tais produtos de forma online, não possuía a devida Autorização de Funcionamento pela Agência.

Determinou-se, então, a proibição, em todo o território nacional, da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso dos produtos destacados.

A resolução RE 252/02 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Por que algumas grávidas cospem muito?

gravidaduvidasEssa é o tipo de desordem do organismo que, com certeza, algumas grávidas dificilmente conseguem esquecer já que nem à noite, descansam da vontade de cuspir. “ Dormia com vasilha do lado da cama

Até eu pegar no sono pesado a boca enchia de saliva o tempo todo. Geralmente, quando pegava mesmo no sono, conseguia dormir a noite toda, mas já acordei, algumas vezes, no meio da noite precisando cuspir”, conta A.S, 32 anos.

Essa vontade grande de cuspir, relatada pela estudante, está relacionada a sialorreia que pode ocorrer durante a gestação, quando há excesso de produção de saliva ligado a um desequilíbrio entre o sistema sintático e parassimpático, que são reguladores do sistema nervoso central. “ Nós não sabemos exatamente o que que acontece na gravidez que leva a esse desequilíbrio, se seria apenas uma produção hormonal intensa, que aparece quando a mulher está no primeiro trimestre da gestação, ou seria alguma outra desordem. Ainda se sabe pouco sobre a sialorreia cientificamente”, explica a ginecologista e obstetra Silândia Amaral da Silva, que atende no Hospital Universitário de Brasília. A sialorreia é uma condição rara que pode estar associada à hiperemese gravídica (náuseas e vômitos intensos estão entre os sintomas), mas não necessariamente virá junto.

A sialorreia se manifesta no primeiro trimestre de gestação, onde há grandes mudanças hormonais no corpo da mulher e pode estabilizar a medida que a gestação segue. Algumas mulheres relatam terem se livrado do problema antes mesmo do parto. Isso porque depois do primeiro trimenstre da gestação, esse desconforto diminui por conta da estabilização hormonal.

De qualquer forma, é uma condição preocupante, especificamente sobre o ponto de vista materno. “ A mãe não consegue se alimentar direito, não consegue ingerir de forma adequada os alimentos e isso gera um processo de desidratação e de desnutrição, com perda de peso extremamente importante”, detalha a ginecologista e obstetra.

No caso da comerciante Aline Silva Rodrigues, 36 anos, a salivação excessiva foi um dos sinais que seria mãe de mais um filho. “Eu comecei a sentir muito enjoo e perdi 13 quilos. Consequentemente, veio a salivação excessiva e aí meu ginecologista indicou fazer o teste gravidez. No Beta (Exame beta hCG) deu que eu estava grávida de quase 12 semanas. Eu também já estava com hiperemese gravídica”, relembra Aline. Na primeira gestação, o problema não se manifestou e até passar por ele, desconhecia completamente a condição.

Em algumas situações, por causa da sialorreia, a internação prolongada da paciente pode ser uma indicação. A grávida, pelas dificuldades grandes de se alimentar terá que ser nutrida com soro ou com a sonda para alimentação. Em casos extremos, pode precisar ainda de medicações sedativas.

Tratamento
“Nós entendemos que a grande dificuldade da gestante está em justamente engolir essa saliva produzida, mas a orientação, e é muito importante entender, é que elas evitem cuspir já que perdem sais e nutrientes quando faz isso”, detalha a ginecologista e obstetra Silândia Amaral da Silva.

O tratamento, no geral, da sialorreia está associado à orientação dietética, que é fundamental, já que a paciente tem dificuldade de se alimentar. “ O ideal é que elas tentem comer, a cada duas horas, em pequenas quantidades e comida saudável. Evitar determinados alimentos, principalmente os doces, irá ajudar já que pioram significativamente a condição”, aconselha a ginecologista.

A situação das gestantes no meio social também merece atenção , de acordo com a obstetra. “Tem paciente que fica com um copo cuspindo o tempo inteiro e imagina se ela está no trabalho, se está em algum outro evento com seu chefe. É extremamente delicado”, se sensibiliza a médica.

Se o mal-estar ocasionado pela sialorreia demorar muito a passar, mesmo com a evolução da gravidez, é preciso investigar se há outras condições que contribuam para a situação, como uma gastrite ou até uma doença intestinal, entre outros motivos. 

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde