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segunda-feira, 27 de março de 2017

Chineses apresentam teste de sangue que tem resultado em 30 segundos

Exame desenvolvido por pesquisadores da China indica a tipagem sanguínea em tempo recorde. Segundo os criadores, o método poderá ser usado no atendimento de emergência e no socorro a vítimas em áreas de difícil acesso, como as de guerra

Em acidentes graves, como batidas de carro, a velocidade do socorro pode fazer a diferença. Um dos obstáculos enfrentados por profissionais de saúde, nesse tipo de auxílio, é descobrir, o quanto antes, o tipo sanguíneo das vítimas. Para agilizar essa etapa, pesquisadores da China desenvolveram um teste que fornece a resposta em apenas 30 segundos. A tecnologia, apresentada na última edição da revista americana Science Translational Medicine, também se destaca pelo uso de materiais baratos e pela praticidade, o que a transforma em uma opção ideal para lugares de difícil acesso, como zonas de guerra e áreas de terremotos e outros desastres do tipo.

Guiados pela facilidade, os autores, além de simplificar os exames disponíveis, deram foco a grupos sanguíneos que podem gerar mais complicações caso não sejam identificados corretamente. “Entre os 35 sistemas oficialmente reconhecidos, o ABO e o Rhesus (Rh) recebem maior atenção devido à alta mortalidade causada pela transfusão de sangue incompatível”, justificam os autores, no artigo publicado.

Outra motivação da equipe, liderada por Hong Zhang, pesquisador da Third Military Medical University, na China, foi desenvolver um sistema mais viável financeiramente. “Abordagens convencionais para o agrupamento de sangue, que envolvem microplacas e ensaios com gel, são complicadas e demoram para dar respostas. Portanto, desenvolver uma estratégia econômica garantiria maior acessibilidade e utilização”, complementam. 

O método consiste em uma análise tripla da amostra sanguínea, feita em tiras de papel criadas pelos cientistas. Esse material é envolvido em anticorpos, moléculas já usadas na área médica para esse tipo de teste, e recebe o sangue que será analisado. Uma membrana de separação nas tiras permite a identificação. No primeiro papel, pingam-se gotas de sangue dentro de um círculo e adiciona-se um corante. A reação desse agente faz com que o sangue se mova para alguma das duas extremidades, que demarcam o lado A e o lado B, ou para ambos, indicando o tipo AB. Caso não se mova, o sangue é classificado como O.

Na segunda folha de papel, é feito um teste de confirmação, repetindo o procedimento. Na terceira, o sangue é pingado em um papel com extremidade determinada pela letra D. Caso se mova para o lado após reagir com o corante, ele é determinado como positivo. Se não, como negativo. O teste mostrou alta eficácia durante os testes em laboratório. Após a análise de 3.550 amostras, a taxa de exatidão foi de 99,9%. As únicas inconsistências ocorreram em ensaios com tipos sanguíneos altamente raros.

De acordo com os cientistas, todas as etapas podem ser feitas ao mesmo tempo, fazendo com que o resultado saia em 30 segundos, um tempo recorde para a determinação do tipo sanguíneo. “Os ensaios baseados em papel são rápidos, convenientes, baratos e prometem ajudar pontos de atendimento médico com uma leitura visível a olho nu”, ressaltaram. Para eles, o método também pode ser crucial em situações de tempo e recursos limitados, como áreas remotas e atendimentos emergenciais. “Caracterizado por um desempenho intenso e refinado, nosso método pode ser desenvolvido em plataformas compactas, eficientes e econômicas”, ressaltam.

Meia hora
Eduardo Flávio Ribeiro, hematologista do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, e membro da Sociedade Americana de Sociologia Hematológica, acredita que, se for comercializado, o novo método de tipagem sanguínea pode sanar um problema recorrente na área de resgate. “Quando temos um acidente com múltiplos feridos, precisamos decidir que tipo de sangue usar, e isso pode demorar de 30 a 40 minutos, um tempo valioso. Quando você não sabe, utiliza o O negativo, que é o doador universal, mas os estoques dele são baixos justamente por ser muito usado em transfusões”, explica.

Ribeiro ressalta que, pelas características brasileiras, as vantagens do método ganham ainda mais proporções. “Nosso país é cortado por muitas rodovias, pode demorar muito para alguém envolvido em um acidente receber socorro. Um teste que mostre com segurança o tipo sanguíneo e que possa ser levado a locais distantes dentro das ambulâncias ajudaria bastante nas decisões sobre transfusão.”

Os pesquisadores darão continuidade ao trabalho. Pretendem aperfeiçoar o método para que ele fique ainda mais exato. “Em primeiro lugar, temos de melhorar a capacidade de identificação, o que podemos fazer usando anticorpos melhorados por meio da engenharia. Queremos também analisar fatores derivados que podem potencialmente interferir na leitura visual do ensaio, como alguns medicamentos”, adiantam, também no artigo divulgado.

Mapeamento de mutações
Pesquisadores suecos descobriram mil mutações genéticas em grupos sanguíneos. Os achados foram feitos graças a um software que analisou o sangue de 2.504 pessoas. “Nunca antes houve um mapeamento mundial de genes do grupo sanguíneo em indivíduos saudáveis. A maioria das variantes conhecidas anteriormente foi encontrada durante transfusões falhas”, explicou, em comunicado, Mattias Möller, doutoranda da Universidade de Lund, na Suécia, e autora do estudo, publicado na edição de fevereiro da revista Blood Advances.

A análise da amostra indicou 89% de variantes genéticas já conhecidas. Entre as 11% restantes, havia um total de mil mutações completamente novas. A autora explica que a identificação dos genes é importante para transfusões de sangue, a fim de evitar problemas durante a gravidez e transplantes que envolvem riscos de reações transfusionais, complicações que levam ao rompimento de células sanguíneas. As descobertas entraram em um banco de dados on-line, acessível a investigadores da área.

Nas hemácias
São os dois grupos sanguíneos mais comuns. O ABO é dividido de acordo com a presença de substâncias chamadas aglutinogênios, encontradas na superfície das hemácias. O Rh depende da presença de antígenos também nas hemácias. Caso uma pessoa receba sangue incompatível com o dela, o corpo pode, por exemplo, passar a interpretar as células de defesa como agentes invasores.

Por Vilhena Soares

Saúde Plen

Produto Clandestino: Empresa e produto sem autorização são proibidos

Site Mega Brasil Mix, empresa sem Autorização de Funcionamento, divulga produto clandestino

O produto Composto Sexual-25g-PER foi proibido pela Anvisa nesta sexta-feira (24/03). A empresa Sônia Maria Lopes Mendes não possui Autorização de Funcionamento da Agência e comercializava de maneira clandestina o produto não registrado. O produto clandestino era divulgado na internet.

A Anvisa, assim, determina a proibição da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso do produto Composto Sexual-25g-PER pelo site da empresa ou por qualquer outro meio, em todo território nacional.

Confira a resolução RE 780/17 publicada no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Juntos podemos acabar com a Tuberculose

WhatsApp Image 2017-03-24 at 18.23.00“Todos juntos contra a tuberculose” é o slogan da campanha de 2017 do Ministério da Saúde para a redução do número de casos da doença, e conscientizar a população da importância do tratamento, e do apoio aos pacientes

Em 2015, foram estimados 10,4 milhões de casos no mundo. Um dos fatores que podem levar ao alto índice da doença é o desconhecimento da população sobre o assunto, ou a crença de que a tuberculose ficou no passado, explica a Coordenadora-Geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Denise Arakaki. “A tuberculose é uma doença do presente e está nos grandes centros urbanos, principalmente nas cidades e comunidades onde o crescimento foi desordenado. Ambientes aglomerados, mal ventilados, com pouca radiação solar, são bastante propícios. Isso também está associado ao baixo reconhecimento da tosse como um alerta para a doença.

Com a virada do século 20 para o século 21, os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) incentivaram os países a reduzir o número de casos na população, e o Brasil chegou a alcançar a meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) antes do prazo estabelecido, diminuindo em mais da metade a incidência e mortalidade em relação à 1990.. Acontece que, mesmo com a redução, o Brasil se comprometeu com uma meta ainda mais ambiciosa: acabar com a doença como um problema de saúde pública.

A Coordenadora-Geral do PNCT defende que o envolvimento de todos é essencial para que o objetivo seja alcançado. “A gente precisa de todos os atores, tanto da saúde quanto da comunidade para acabar com a Tuberculose no país. Que os profissionais de saúde acolham quem tem a suspeita da doença, os pacientes, que ajudem a levar o tratamento até o fim, e que os familiares entendam que é uma doença que tem cura, o tratamento é longo e que a pessoa com a doença precisa de todo apoio possível”.

Os sintomas podem variar, mas o principal alerta é tosse por mais de duas a três semanas. Denise explica que pessoas com HIV e prejuízo do sistema imunológico podem apresentar febre no final do dia, emagrecimento, cansaço e suor noturno, por exemplo. No entanto, se a tuberculose afetar outro órgão que não o pulmão, como por exemplo, tuberculose renal, o sintoma poderá ser urina com sangue. “Quanto mais o sistema imune está preservado, mais relacionado à tosse. Quanto menos preservado, os sintomas são inespecíficos e dependem do órgão acometido”.

A principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é com a vacina BCG. Em adultos a vacina é eficaz.. Outra maneira de prevenir é identificar a “Infecção Latente de Tuberculose”,. A pessoa que foi recém-infectada recebe um tratamento para prevenir o adoecimento. “Uma pessoa que foi diagnostica com tuberculose, que estava convivendo com outras pessoas em casa, por exemplo, deve levar seus familiares para o serviço de saúde com o objetivo de avaliar se foram infectados pelo bacilo da tuberculose. Se os familiares estiverem infectados pelo bacilo iniciamos o medicamento preventivo”, explica Denise Arakaki.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece ao paciente desde o diagnóstico até a medicação para todo o tratamento. Se o indivíduo está com tosse há mais de três semanas e desconfia que possa ser tuberculose, deve procurar uma Unidade de Saúde e realizar os exames que vão esclarecer se a pessoa tem ou não a doença. Entretanto, para Denise, a conscientização de todos profissionais de saúde, comunidade, pacientes e familiares ainda é a melhor opção para evitar o aumento da doença: Todos juntos podemos vencer este desafio!

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Suplementos com Alegações Falsas: Produtos sem registro são interditados

As empresas NewLife e Life Plus World, que não possuem registro na Agência, devem retirar do mercado produtos e medicamentos irregulares

A Anvisa proibiu a comercialização dos produtos Phospho (2-AEP) da empresa NewLife e Resveratrol + EA da empresa Life Plus World, ambos sem registros ou cadastros sanitários.

As duas empresas não têm cadastro CNPJ ou Autorização de Funcionamento (AFE). Além disso, as propagandas encontradas nos sites eletrônicos atribuíam propriedades terapêuticas aos produtos, o que os caracteriza como passíveis de registro como medicamentos.

As resoluções RE 779/17 e RE 781/17 determinam a proibição da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso de ambos os produtos em todo o território nacional.

A Anvisa determinou, ainda, pela apreensão das unidades dos produtos no mercado brasileiro.

ANVISA

sexta-feira, 24 de março de 2017

Brasileiros vivem crise sexual sem precedentes

56% dos casais brasileiros estão insatisfeitos com a vida sexual e 7 em cada 10 afirmam que o sexo não é o mesmo depois do casamento. Programar o sexo pode ser uma solução para a falta de desejo


Nunca houve tanta liberdade para se falar sobre sexo, assim como para praticá-lo. Entretanto, observa-se por pesquisas na área de sexualidade e pelo dia a dia dos consultórios médicos e de psicologia, uma falência sexual como nunca se teve notícia na história.

Não é apenas a crise política e econômica que abala os brasileiros. No sexo as coisas vão de mal a pior. Segundo as psicólogas e especialistas em terapia de casal, Denise Miranda de Figueiredo e Marina Simas de Lima, fundadoras do Instituto do Casal, a crise sexual não tem gênero, pois atinge casais hetero e homossexuais.

“Nós realizamos uma pesquisa no final do ano passado sobre satisfação conjugal e descobrimos que mais da metade dos casais está insatisfeita com a vida sexual. Esse dado corroborou nossa percepção de que há uma crise sexual em andamento. A lição de casa é entender o que está afetando a libido para oferecer estratégias de resolução”, afirma Denise.

“As razões para a perda do desejo no sexo são diversas e complexas. Entretanto, dois fatores têm sido mais frequentes: a hiperconectividade e a crise econômica que o Brasil passa. A hiperconectividade, ou seja, estar conectado em excesso com o mundo exterior, principalmente por meio das tecnologias, como celulares e computadores, afeta diretamente o modo como nos relacionamos, tanto no casamento, como fora dele. É um paradoxo: ficamos desconectados de quem está perto, para nos conectarmos com quem está longe”, explica Denise.

Soma-se a essa hiperconectividade o cansaço, o estresse, as preocupações com o trabalho e com as finanças. A crise econômica que afeta o país também é responsável pela crise sexual. Afinal, quem consegue pensar em sexo quando não tem emprego ou não consegue pagar as contas no final do mês?

“Quando a vida funcional está instável, naturalmente ela atrapalha a vida sexual. A falta de dinheiro para pagar contas e o corte de atividades importantes para o casal, como viagens, por exemplo, pode alterar o funcionamento da vida a dois. Claro que se há cumplicidade e intimidade, há chance de superação dos momentos difíceis”, explica Marina.

Programar o sexo pode ser uma solução?
As pessoas têm a ideia de que o sexo tem que acontecer, tem que ser natural, quando na verdade ele pode e deve ser programado. Esquisito? Nem um pouco. Quando você namora, por exemplo, você se organiza para sair e planeja o sexo, seja na hora de escolher a lingerie, comprar preservativos, se arrumar, tomar banho, etc. Por que não fazer isso no casamento também?, indagam as especialistas.

Para as terapeutas, o sexo espontâneo, aquele dos filmes, é um mito! “Sexo no casamento requer investimento e precisa, acima de tudo, de conexão. E se estamos conectados com o mundo exterior, ou seja, com as contas, o trabalho e o celular, como vamos nos conectar com o (a) parceiro (a)?”.

A solução para a falta de desejo, segundo as psicólogas, é muito simples: programar o sexo. Pode até soar estranho, mas é um conselho que pode ajudar muito a despertar a libido. É uma maneira de se preparar emocionalmente para o sexo, um momento de conexão entre o casal.

“Claro que é preciso descartar causas orgânicas e outros diagnósticos. “Se a pessoa não tem nenhum problema físico, nenhum transtorno psiquiátrico, como depressão e ansiedade, por exemplo, programar o sexo pode ser um bom remédio para a falta de desejo”, concluem as psicólogas.

Foto: Freeimage

Estado de Minas