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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Tratamento para o alcoolismo dá novo rumo à terapia anticâncer

Tratamento câncer
Tratamento câncer (iStockphoto/Getty Images)
O dissulfiram é uma medicação usada há mais de 60 anos no tratamento do alcoolismo, que mostrou efeito benéfico contra o câncer

O dissulfiram, conhecido comercialmente como Antabuse, é uma medicação usada há mais de 60 anos no tratamento do alcoolismo. Como em tantos outros casos, essa foi uma descoberta casual feita em 1937. O dissulfiram era uma substância utilizada no beneficiamento da borracha e se percebeu que os trabalhadores constantemente expostos a ele, desenvolviam dores pelo corpo, semelhantes a um quadro gripal, quando ingeriam bebidas alcoólicas. 

Descoberta ao acaso
No início dos anos 70 ocorreu a publicação de um caso clínico de uma senhora portadora de câncer de mama que havia se espalhado para os ossos e que, por ter desenvolvido alcoolismo severo, teve o seu tratamento do câncer suspenso e substituído por dissulfiram. Esta paciente veio a falecer dez anos depois por “despencar embriagada” de uma janela. Na autópsia, surpreendentemente, as metástases ósseas haviam desaparecido.

Este caso motivou várias pesquisas que demonstraram que o dissulfiram, em laboratório, era capaz de matar células cancerosas de vários tipos e também era capaz de retardar o crescimento de câncer em animais. Em 1993, foi realizado um pequeno estudo clínico com 64 pacientes, metade dos quais recebeu dissulfiram em adição ao tratamento padrão. Após seis anos de seguimento, a sobrevida do grupo que recebeu dissulfiram foi de 81% comparada a 55% no grupo controle.

Um estudo epidemiológico, realizado na Dinamarca, utilizando o registro nacional de oncologia, identificou mais de 240.000 casos de câncer entre os anos de 2000 e 2013. Entre estes, 3.000 pacientes receberam Antabuse (dissulfiram). A taxa de mortalidade por câncer entre os 1177 pacientes que continuavam tomando Antabuse era 34% menor do que entre os pacientes que abandonaram o seu uso.

Mecanismo de ação do dissulfiram
Apesar de todas estas evidências, o uso do dissulfiram no tratamento do câncer não prosperou, em parte por conta de resultados inconsistentes e em parte porque os pesquisadores não entendiam como o dissulfiram funcionava. Finalmente este mistério parece ter chegado ao fim graças a um grupo de cientistas escandinavos e americanos que, em 14 de dezembro, publicaram na revista Nature, o mecanismo de ação do dissulfiram.

De uma maneira simplificada podemos dizer que um dos produtos do metabolismo do dissulfiram se liga ao cobre dentro das células. Como consequência, este produto impede a célula cancerosa de se livrar do lixo metabólico que ela produz, causando uma “intoxicação ” e a sua morte.

Para os leitores mais afeitos à ciência, a proteína inibida pelo Ditiocarb (produto do metabolismo do dissulfiram) complexado com cobre se chama NPL4 e o sistema de “limpeza” do lixo celular é o sistema da ubiquitina proteassomal. É importante notar que o dissulfiram não tem esse efeito em células normais nem em qualquer célula cancerosa.

Este efeito é notado principalmente nas células-tronco cancerosas, que transportam cobre em quantidades 10 vezes maior que as outras células. Hoje se sabe que são essas células-tronco cancerosas as responsáveis pelo desenvolvimento de resistência aos quimioterápicos e recorrência dos tumores.

Coadjuvante ao tratamento
Deste modo, o dissulfiram não deve ser uma “cura” para o câncer, mas um coadjuvante para prevenir a resistência e a recorrência. Entre os tumores nos quais as células-tronco têm um papel proeminente na agressividade, está o glioblastoma, cujo tratamento atual é um desafio.

Evidentemente essa descoberta agora necessita da demonstração prática de sua utilidade através de grandes estudos clínicos que a indústria farmacêutica reluta em financiar, porque o dissulfiram é uma droga antiga, genérica e barata. É improvável que o lucro advindo da venda desta medicação cubra os custos dos estudos clínicos necessários. São estudos que certamente serão conduzidos pelos grandes centros mundiais de tratamento do câncer.

Referência: Nature 552, 194–199 (14 December 2017)
doi:10.1038/nature25016

Veja

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Varizes estão ligadas à herança genética, hormônios e obesidade

Se não tratadas, podem deixar sequelas, algumas graves e fatais

É mito, as varizes não são decorrência de uso de saltos altos, nem por cruzar as pernas por longos períodos, muito menos por subir ou descer escadas. Quem garante é o diretor da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), Daniel Mendes Pinto. Em contrapartida, ele esclarece que essa doença está relacionada à herança genética, que é a principal causa da enfermidade, ao uso de hormônios, em especial anticoncepcional, e à obesidade.

Prevenir e atenuar o surgimento de varizes tem a ver com o uso de meias elásticas e a prática de atividade física. Nesse último caso, o médico recomenda exercícios que priorizam a força muscular na região da panturrilha (vulgo 'batata da perna').Daniel destaca que ginásticas desse tipo na água são as mais eficazes, seguidas de musculação, caminhada e corrida. Dependendo, é claro, de avaliação caso a caso.

Essas recomendações e esclarecimentos não se trata de alarde. Ao contrário, destaca o médico, tendo em vista que o percentual mundial da doença gira, em média, na casa dos 20% da população adulta. Também de acordo com o especialista, esse índice fica entre 20% e 25% das mulheres. No caso dos homens, entre 15% e 20%.

Daniel explicou ainda que “varizes não matam”, porém deixam sequelas e são janela para outras enfermidades. Ele lista flebite (inflamação venosa), tromboses - que, dependendo da gravidade, podem levar a uma embolia pulmonar e pode ser fatal - e a úlceras (feridas). Isso sem falar no incômodo do inchaço e da dor nas pernas.

As varizes podem causar ardência, dores, sensação de peso e inchaço nas pernas. Em alguns pacientes pode haver mudanças na tonalidade da pele.

Grávidas
No caso das mulheres gestantes, as varizes podem ser uma ameça se estiver presente a questão genética associada ao excesso de peso. Esse último fator aumenta consideravelmente a compressão do útero sobre a região pélvica. O médico reforça a recomendação de controle do peso, atividade física e uso de meias, que, conforme ele, as mais indicadas para todos os pacientes, não só gestantes, são as que vão até os joelhos.

A novidade dos últimos três anos, segundo o especialista, são os remédios livres do efeito colateral da gastrite. “Também estão mais eficazes”, assevera Daniel. De acordo com o médico, o tratamento indicado vai depender dos sintomas.

No caso de veias pequenas, as escleroterapias são as mais indicadas. Veias grandes, a prescrição é a cirurgia. No caso da escleroterapia, há desde aplicação de remédios para redução do calibre das veias, passando por laser, radiofrequência, para secar os vasos, resultado que também pode ser obtido no tratamento com espumas, que é um tipo de medicamento assim denominado.

Daniel alerta que os pacientes de varizes não devem adiar o tratamento. Ele lembra que dores crônicas podem levar a quadro de depressão e outras alterações de humor, que, por sua vez, levam à baixa produtividade e/ou pouca ou nenhuma sociabilidade dos enfermos.

Cirurgia no SUS
Apesar disso, levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que a fila para cirurgia de varizes no SUS é a maior entre as cirurgias eletivas em três estados dos 16 que encaminharam a demanda para o Sistema Único de Saúde (SUS). Minas Gerais lidera a estatística, seguido por Mato Grosso do Sul e Paraná. Em Minas, são 31.440 pacientes aguardando; no Mato Grosso, 4.787; e no Paraná, 1.359.

De acordo com Daniel Botelho, dependendo da doença, o paciente corre risco de agravamento do quadro, o que aumenta o potencial de complicações quando a cirurgia for realizada. “No caso específico das varizes dos membros inferiores, principalmente nas fases mais avançadas da doença, a população permanece com queda da qualidade de vida determinada pela doença, com elevado índice de afastamento do trabalho e riscos determinados pelo agravamento progressivo do quadro clínico”, afirma.

Foto: Reprodução

Saúde Plena

Primeiro remédio à base de maconha chega em março

Mevatyl Medicamento estará disponível por até R$ 2.800

Mais de um ano após a aprovação do primeiro medicamento à base de cannabis no Brasil, o remédio, indicado para pessoas com esclerose múltipla, deve chegar às farmácias em março. O preço elevado, no entanto, faz médicos e pacientes questionarem quem conseguirá, de fato, ter acesso a ele. Cada caixa custará, em média, R$ 2.500 – o valor máximo que poderá ser cobrado é R$ 2.837,40 –, com três frascos que cobrem o tratamento por pouco mais de um mês.

Chamado no país de Mevatyl – e aprovado em outras 28 nações com o nome de Sativex –, o medicamento é indicado para quem sofre de espasticidade por causa da esclerose múltipla. Trata-se de uma rigidez em determinadas partes do corpo, principalmente nas pernas.

Segundo Andréa Viana, gerente médica da Ipsen, empresa que conseguiu o registro do remédio junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro de 2017, a previsão é que o Mevatyl comece a ser vendido no país em pouco mais de um mês. Originalmente, a comercialização era esperada para julho do ano passado. Depois, o prazo passou a ser até fins de 2017.

“O medicamento já está no Brasil, já foi importado. Mas os trâmites burocráticos levaram mais tempo do que imaginávamos”, afirmou Andréa a “O Globo”. Houve atraso de precificação, depois levou tempo para a importação ser aprovada, e o remédio precisou passar por controle de qualidade na saída do local de origem, o Reino Unido, e na entrada no país de destino, o Brasil.

Quanto ao preço, não há previsão de que venha a ter alguma redução. Os valores foram definidos em julho passado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). “Por enquanto, não há como abaixar o preço”, diz Andréa. Segundo ela, o valor é o mesmo cobrado em outros países onde o medicamento é comercializado.

A esclerose pode se manifestar por meio de diversos sintomas, como depressão, fraqueza muscular, alteração da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga. Um dos mais comuns é a espasticidade – rigidez de uma parte do corpo, que afeta principalmente as pernas, e a incapacidade do paciente de relaxar esta parte de forma voluntária. É esse sintoma o alvo do primeiro remédio à base de cannabis aprovado no país.

Foto: Reprodução

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Saiba quais cuidados são necessários antes de contratar um plano de saúde

A contratação de convênios médicos é uma alternativa comum para quem quer garantir o acesso ao melhor atendimento. Entretanto, é preciso ficar alerta para não ter prejuízos, principalmente nos momentos de vulnerabilidade

Com a atual desesperança no sistema público de saúde e o alto custo do sistema privado, muitas pessoas buscam convênios médicos para garantir que, caso necessário, possam ter acesso à assistência médica. No entanto, o que deveria trazer alívio, muitas vezes, traz dor de cabeça quando os beneficiários se deparaream com situações em que a empresa contratad traz mais impedimentos do que soluções.

A estudante Juliana Lima, 21 anos, relata que sofre de problemas na coluna e precisaria fazer uma cirurgia para redução dos seios. Ela aderiu a um plano de saúde para realizar todo o tratamento, entretanto, a operadora não autorizou os procedimentos. “O consultor de vendas informou que, apesar de ser um plano ambulatorial, eu poderia fazer a redução. Tentamos conseguir a liberação desde que eu tinha 18 anos, e, mesmo com encaminhamento médico, a empresa não autorizou nenhum procedimento ligado ao meu problema”, lamenta.

Os dissabores com as operadoras não se limitam, entretanto, a solicitações não autorizadas. Segundo o Índice Geral de Reclamações (IGR), 32% das queixas registradas em outubro do ano passado foram relacionadas ao gerenciamento das ações de saúde por parte da operadora, como autorizações prévias e franquias. Procedimentos e coberturas registraram 12,4% das queixas, enquanto reembolsos, 9,8% do total; prazos máximos para atendimento, 9,7%; suspensão e rescisão contratuais, 9,3%; rede conveniada de atendimento, 7,5%; mensalidades, 3,5%; e outros problemas, 15,6%.

“A maioria das reclamações que recebemos é ligada à cobertura assistencial, isso porque muitos planos são antigos, não possuem cobertura pelo Rol de Procedimentos ou não foram adaptados à lei”, relata Luiz Fernando Moreira, advogado especializado em direito da saúde. “Questões ligadas a contrato e à carência também são frequentes e comumente levam a processos até ao Superior Tribunal de Justiça”, reconhece.

Mesmo que o cliente tenha um problema de saúde, as empresas não podem cobrar taxas de adesão ou se recusar a vender planos. De acordo com o especialista, se o beneficiário apresentar enfermidade antes da compra do convênio médico, a operadora pode fazer uma cobertura parcial temporária. Nesse caso, é estabelecido prazo de carência de até 24 meses, período em que o consumidor não terá acesso à UTI, a processos de alta complexidade ou a cirurgias ligadas ao problema.

“Na hora de contratar um plano de saúde, é fundamental que o beneficiário leia o contrato, no lugar de se basear nas informações prestadas pelo consultor de vendas, além de tirar as dúvidas, consultando um advogado, se necessário”, explica Moreira. “Infelizmente, as pessoas podem ser mal-intencionadas, ainda mais considerando que muitos corretores querem apenas vender o plano por pensarem que não encontrarão mais o cliente e, portanto, não haverá consequências”, acrescenta.

O advogado sugere que, durante a negociação, o beneficiário peça ao corretor que acrescente, por escrito, as promessas feitas e assine o contrato contendo esses dados. “Assim, na hipótese de um atendimento ou procedimento recusado, ele pode provar legalmente o que foi acertado durante a compra do plano tanto para a operadora quanto legalmente, se houver processo judicial”, orienta

Coberturas
Um plano de saúde é composto por coberturas assistenciais, que variam conforme previsto no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Exames e tratamentos que compõem o rol devem ter cobertura obrigatória pelos convênios. As coberturas assistenciais se estendem para cinco segmentos: ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, referência e odontológica.

A cobertura ambulatorial consiste em prestação de serviços ligados ao ambulatório, como consultas médicas. Se o procedimento médico exigir internação em hospital, ainda que abaixo do tempo definido, o cliente não terá direito a fazê-lo pelo plano. Cabe à operadora transportar o paciente até uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) que tenha disponibilidade para realizar o tratamento. Para atendimentos dentários de urgência ou emergência, o plano deve ser odontológico.

A cobertura hospitalar conta com duas versões: uma com e outra sem obstetrícia. Ambas garantem a prestação dos serviços ligados à internação hospitalar e não há limite de tempo para internações após o período de carência. Na opção com obstetrícia, há cobertura assistencial ao filho recém-nascido do contratante, seja biológico ou adotivo, pelo primeiro mês após o parto. Durante o período de carência, no entanto, as regras são as mesmas da cobertura ambulatorial, com limite de 12 horas para atendimentos de emergência.

Os planos com cobertura referencial trazem tanto a assistência ambulatorial quanto a hospitalar, com obstetrícia e acomodação em enfermaria. Instituído pela lei nº 9.656/98, estipula que o beneficiário tenha atendimento integral de urgência e emergência após 24 horas da sua contratação. Garante acesso e atendimento por profissionais ou serviços de saúde, livremente escolhidos, integrantes ou não de rede credenciada, contratada ou referenciada, a ser paga integral ou parcialmente pela operadora, mediante reembolso ou pagamento direto ao prestador, por conta e ordem do consumidor.

Após o período de carência, há prazos máximos para fornecer atendimento. Serviços de diagnóstico ambulatorial por laboratório, por exemplo, têm prazo de três dias úteis, enquanto procedimentos de alta complexidade contam com 21 dias úteis. “No caso da empresa não cumprir o prazo ou recusar o atendimento, o cliente pode exigir uma justificativa da operadora por escrito e utilizar esse documento para entrar em contato com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que fará a apuração”, aconselha Moreira.

“Outro problema é a dificuldade em manter os planos, conforme os reajustes são feitos, principalmente de acordo com faixa etária”, observa o advogado. Os reajustes só podem ser feitos anualmente, na data de vencimento do contrato, ou por mudança de faixa etária, sendo o primeiro aos 19 anos do consumidor. A partir de então, o valor é aumentado de cinco em cinco anos até que o cliente complete 59 anos, quando o reajuste pode chegar até 70%.

É possível consultar os procedimentos, exames e tratamentos de cada cobertura assistencial no site da ANS. O beneficiário pode, também, tirar dúvidas e fazer reclamações tanto pela Central de Atendimento ao Consumidor da agência, pelo link , e pelo número 0800-701-9656. A página contém uma lista com os contatos das ouvidorias de todas as operadoras.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Matrículas abertas para sete cursos da UNA-SUS

Profissionais podem se capacitar sobre saúde da população negra, hanseníase, influenza, TB-HIV, dengue e saúde do idoso

Cursos1

O Sistema UNA-SUS está com matrículas abertas para sete cursos online e autoinstrucionais. Interessados podem se inscrever até 29 de junho, tendo até 29 de julho para finalizar todas as atividades e então receber o certificado de conclusão.

Confira as ofertas!

Saúde da População Negra
Livre para profissionais de qualquer área do conhecimento que se interessem pelo tema, o curso promove o debate sobre o preconceito e racismo institucional, baseado em dados epidemiológicos e informações gerais sobre a população negra, sua cultura e práticas tradicionais de saúde.

A capacitação oferece aos profissionais de saúde de todo o Brasil a oportunidade para refletir e atuar na perspectiva do cuidado centrado na pessoa e na família, visando à melhoria da qualidade de atendimento e à redução das desigualdades, alinhando-se aos princípios do Sistema único de Saúde e da Política Nacional Integral da População Negra.

Dengue
A qualificação tem como objetivo familiarizar os profissionais com as recomendações atuais do Ministério da Saúde quanto ao manejo clínico da doença. A partir da análise de oito casos clínicos, os alunos poderão refletir sobre os sintomas apresentados em situações fictícias e avaliar a melhor forma de tratamento para cada paciente.

Hanseníase
O objetivo é atuar no preparo dos profissionais para atuarem no controle da transmissão da hanseníase e diminuir as incapacidades causadas pela doença. Dessa maneira, o curso ressalta a importância do diagnóstico oportuno e do efetivo controle de contatos. É dividido em três unidades: vigilância; diagnóstico e acompanhamento da hanseníase na Atenção Básica.

Para dinamizar o aprendizado, são utilizados casos clínicos, vídeo-aulas com explicações de especialistas sobre o tema, além de vídeos de apoio com dramatizações que tratam do tema da vídeo-aula. São também utilizados hipertextos, caixas de ajuda e glossário para que se possa aprofundar os conhecimentos de termos técnicos.

Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa - Módulo I
Voltado para profissionais de saúde de nível superior, o curso mostra um panorama geral do envelhecimento no país e apresenta as principais questões no atendimento da população com 60 anos ou mais. O conteúdo está dividido em cinco unidades, que tratam do envelhecimento populacional, ações estratégicas, avaliação multidimensional e condições clínicas e trabalho em equipe.

Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa - Módulo II
Tem como objetivo é atualizar Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e técnicos de enfermagem nas recomendações nacionais para a atenção à saúde da pessoa idosa, no âmbito da Atenção Primária à Saúde.

São abordados diversos temas relacionados à atuação desses profissionais na atenção à saúde da população idosa, como por exemplo, o mapeamento dessa população, o trabalho em equipe, o acolhimento, o planejamento de cuidados e a promoção da saúde.

Atualização do Manejo Clínico da Influenza
Voltado para médicos, o curso trata do diagnóstico diferencial entre o resfriado comum de síndrome gripal e a síndrome respiratória aguda grave, dos principais riscos de complicação e das medidas que reduzem a transmissão da gripe.

O conteúdo apresenta casos clínicos interativos com vídeos de especialistas comentando o tema abordado. Além disso, o aluno terá acesso a materiais de apoio, como fluxograma de tratamento e orientações de etiqueta respiratória.

Coinfecção TB-HIV
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata pessoas com HIV. Portanto, é necessário tratar as doenças de forma conjunta.

O curso fornece subsídios para que os profissionais de saúde atendam integralmente, e de forma qualificada, as pessoas coinfectadas por tuberculose e HIV.

Para isso, são abordados os aspectos etiológicos, psicossociais e clínicos da associação entre as doenças.

Fonte: UNASUS