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quarta-feira, 26 de julho de 2017

UNA-SUS/UFCSPA lança novo curso de Português online para saúde

portos - card materia seProfissionais de saúde hispano falantes vinculados ao SUS que tenham interesse em praticar o uso da língua portuguesa para atuar na área da saúde podem se inscrever para o novo curso PORTOS - Português online para a saúde. A capacitação é ofertada pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, integrante da Rede UNA-SUS (UNA-SUS/UFCSPA)

O curso é online, autoinstrucional, gratuito e possui carga horária de 60 horas, divididas em cinco unidades. Ao final de sua realização, o aluno tem direito à certificação. As inscrições podem ser feitas até o dia 15/12, pelo link: https://moodleunasus.ufcspa.edu.br/.

Para dinamizar o aprendizado, o curso oferece oportunidades de prática por meio da leitura e compreensão oral de textos autênticos que tenham relação com a área da saúde. As tarefas propostas visam aguçar a percepção para as variedades linguísticas usadas nos diferentes contextos de atuação, trazendo explicações e comparações do português com o espanhol.

De acordo com a Professora Doutora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e conteudista do curso PORTOS, Margarete Schlatter, a capacitação foi construída com base na visão da linguagem como prática social. Nas atividades propostas, o aluno é convidado a usar a língua portuguesa para ler, ouvir, compor textos, praticar determinados aspectos linguísticos, refletir sobre a língua tendo em vista propósitos comunicativos e interlocutores variados. Com base nas respostas às atividades, o cursista recebe feedbacks com comentários, explicações e sugestões de estudo.

Entre os destaques do curso, há a possibilidade do aluno poder conhecer perfis de profissionais e grupos de pesquisa brasileiros e entrar em contato com o que é noticiado na área de saúde no país. “É uma maneira de se familiarizar com quem atua na área e com os progressos e desafios do campo profissional”, explica Margarete Schlatter.

O convite para navegar no Portal ODM, na Unidade 3, é ponto de partida para usar a língua portuguesa para analisar as condições sociodemográficas da cidade em que atua e refletir sobre possibilidades de intervenção. Nas duas unidades seguintes, o cursista entrará em contato com fontes de referência sobre o sistema de saúde público brasileiro e com práticas de atendimento de pacientes na UBS. Desse modo, poderá ampliar seus conhecimentos para compreender o estabelecimento de saúde onde atua e para adequar a sua linguagem na comunicação com a população atendida.

“A partir de atividades práticas que propõem o uso da língua portuguesa em situações relevantes aos profissionais da saúde, o cursista terá acesso a conteúdo linguístico-discursivos e culturais para participar com confiança e autonomia em interações cotidianas e profissionais em língua portuguesa, refletir sobre características do português falado e variedades escritas, refletir sobre o seu contexto de atuação e sobre modos de intervir”, destaca Schlatter.

Fonte: UNA-SUS/UFCSPA

Metade dos adultos com ansiedade ou depressão em São Paulo apresenta dor crônica

10% dos moradores da região metropolitana tiveram depressão nos últimos 12 meses

Há uma forte relação bidirecional entre ansiedade ou depressão e algumas doenças físicas crônicas. Pesquisadores do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo mensuraram essa relação em pessoas adultas residentes na Região Metropolitana de São Paulo e os dados são alarmantes.

A dor crônica foi a mais comum entre os indivíduos com transtorno de humor — como depressão e bipolaridade —, ocorrendo em 50% dos casos de transtornos de humor, seguidos por doenças respiratórias (33%), doença cardiovascular (10%), artrite (9%) e diabetes (7%).

Os distúrbios de ansiedade também são largamente associados com dor crônica (45%) e doenças respiratórias (30%), assim como com artrite e doenças cardiovasculares (11% cada). A hipertensão foi associada a ambos os distúrbios em 23%. O resultado do estudo é que indivíduos com transtornos de humor ou de ansiedade tiveram duas vezes mais chance de apresentar doenças crônicas.

O artigo, publicado no Journal of Affective Disorders, faz parte do São Paulo Megacity Mental Health Survey, levantamento concluído em 2009 no âmbito do Projeto Temático “Estudos epidemiológicos dos transtornos psiquiátricos na Região Metropolitana de São Paulo: prevalências, fatores de risco e sobrecarga social e econômica”, financiado pela FAPESP. Ao todo, foram entrevistados 5.037 moradores da Região Metropolitana de São Paulo, com 18 anos ou mais.

Os dados mostram a necessidade de maior atenção ao tema. “Já era esperado que houvesse uma relação forte entre essas doenças. O problema é que a prevalência de ansiedade e depressão em São Paulo é muito alta por causa do estresse. Com esses números precisamos atentar para a necessidade de passar a informação para o médico que está na linha de frente, no atendimento primário. É preciso reconhecer a comorbidade de ansiedade e depressão com as doenças crônicas que não se resume apenas à dor ”, disse Laura Helena Andrade, coordenadora do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do IPq e uma das autoras do estudo.

Para entender a magnitude do problema é preciso fazer uma conta simples. Dos cerca de 11 milhões de moradores adultos da Região Metropolitana de São Paulo, 10%, ou 1,1 milhão de pessoas, tiveram depressão nos últimos 12 meses. Já os transtornos de ansiedade acometem mais de 2,2 milhões de paulistanos, sendo que 990 mil apresentam dor crônica também. Seguindo esse cálculo, no total, mais de 2 milhões de pessoas convivem com depressão ou ansiedade associadas à dor crônica na Região Metropolitana de São Paulo.

Ante esse cenário, os pesquisadores afirmam no estudo a necessidade clara de tornar o diagnóstico e o tratamento da saúde mental uma prioridade no sistema de saúde. Andrade alerta ainda que o esperado é que a prevalência dessas doenças aumente nos próximos anos na Região Metropolitana de São Paulo.

Ao pesquisar a questão de saúde das cidades é possível notar um aumento das prevalências de depressão e ansiedade, muito provavelmente ligado à alteração de estilo de vida na metrópole. Então é possível esperar que haja um aumento também em todo o pacote, não só de depressão e ansiedade, mas também de outras doenças como infarto, acidente vascular cerebral, diabetes, hipertensão e dor”, disse.

Relação antiga
Estudos anteriores já haviam mostrado de forma consistente a associação entre doenças crônicas e transtornos de humor e ansiedade. Mas ainda não se sabe porque a relação entre dor crônica e ansiedade ou depressão é tão intensa, pois os mecanismos fisiopatológicos da dor crônica são pouco conhecidos. A comorbidade pode ser explicada a partir das limitações comportamentais devido a doenças físicas, que restringem o indivíduo a exercer atividades gratificantes.

Andrade explica que, assim como as células do sistema de defesa são ativadas quando há uma invasão por um agente patógeno, o estresse psicológico em uma situação ambiental – como, por exemplo, viver em uma cidade como São Paulo – acaba ativando o sistema inflamatório.

“Aumento da inflamação, lesões do endotélio
camada de célula presente em todos os vasos sanguíneos – e danos oxidativos são algumas vias que podem estar relacionadas à ocorrência da comorbidade. Consequentemente, é imperativo que sintomas depressivo-ansiosos sejam tratados agressivamente em pacientes com condições médicas crônicas, pois sua resolução pode ser acompanhada por melhora geral sintomática e uma importante diminuição no risco de mortalidade e complicações”, disse Andrade.

No entanto, de acordo com a pesquisadora, ainda é preciso fazer mais pesquisa enfocando a interação entre depressão, ansiedade e doenças físicas crônicas para elucidar os mecanismos pelos quais se originam as doenças.

R7

terça-feira, 25 de julho de 2017

Aprenda a prevenir doenças respiratórias no inverno

doencas dfA onda de frio intenso que se estabeleceu em Brasília, com previsão de perdurar pelo menos até a segunda semana de agosto, inspira cuidados para prevenir ou evitar a piora de doenças respiratórias

O alerta é da médica da área de pneumologia da Secretaria de Saúde, Carmen Lívia Faria. Segundo ela, a lista de doenças respiratórias mais comuns neste período, tanto para crianças quanto para adultos, inclui resfriados, gripes, amigdalites, otites, sinusites, pneumonia e doenças alérgicas - asma e rinites, por exemplo.

A médica explica que o período de frio favorece à subsistência de agentes biológicos causadores de infecções respiratórias, como o vírus da gripe. "As pessoas também tendem a permanecer mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a disseminação de doenças pela via respiratória. Além disto, há a necessidade de se retirar agasalhos e cobertores dos armários que, se não forem lavados, podem desencadear doenças alérgicas pelo contato com poeira e ácaros contidos nestas roupas guardadas desde o fim do inverno passado", alertou a médica.

Segundo a médica, as crianças sofrem mais com as doenças respiratórias em razão da vulnerabilidade inerente à idade. "No inverno, as casas ficam mais fechadas e sem ventilação, tornando mais fácil a propagação de micro-organismos entre pessoas e, especialmente, entre as crianças, que nesta época ficam mais tempo dentro de creches e escolas", explicou.

Dicas
Entre os sinais específicos de infecção respiratória estão tosse, expectoração, falta de ar, chiados e dor no peito. Já os sinais sistêmicos, ou seja, que afetam o corpo todo, são febre, calafrios, sudorese, dor muscular, dor de cabeça, sonolência e mau humor.

Para prevenir as doenças alérgicas, o ideal é ter consultas periódicas com o médico para obter controle dessas patologias. Outra dica, desta vez para as mães, é estender o aleitamento materno, se possível, até a idade de dois anos de vida, bem como vacinar as crianças de até cinco anos de idade, anualmente, contra a gripe.

Para evitar infecções, as pessoas também devem lavar as mãos, além de ter boa alimentação e ingerir líquidos como água e sucos naturais de frutas. "Em Brasília, o frio traz consigo uma redução da umidade do ar. Essa combinação faz com que haja um ressecamento das vias aéreas. Por isso, é importante repor a falta de líquidos para hidrata-las", destacou Carmen Lívia.

A médica alertou que as pessoas devem procurar o médico quando surgem sinais sistêmicos como falta de ar ou outros. Em geral, procurar assistência médica em caso de persistência por mais de 48h dos sintomas específicos.

O ideal é que o atendimento inicial seja feito por equipe da Estratégia Saúde da Família, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Se não houver essa possibilidade buscar auxílio médico nas UPAs ou, em último caso, no pronto-socorro dos hospitais regionais.

Fonte: Ailane Silva, da Agência Saúde

Remédios antigos: Fibrase

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Painel discutiu descarte e reúso de linhas de diálise

Resultado de imagem para linhas de diálisePainel realizado na última quarta-feira (19/7) avaliou os impactos da reutilização e do descarte de linhas de diálise. A proibição de reúso foi suspensa para avaliar melhor os impactos da medida

A proibição ou a permissão do reúso de linhas de diálise foram o tema da discussão durante o painel técnico realizado pela Anvisa na última quarta-feira (19/7). Durante o evento, foram apresentados pontos favoráveis e contrários à reutilização das linhas para procedimentos de diálise como hemodiálise, hemofiltração, diálise peritoneal, entres outros.

Esses procedimentos são utilizados por pessoas com problemas renais, em que os rins não funcionam corretamente, tanto crônicos como agudos. As linhas de diálise são os materiais que ligam o paciente ao dialisador, composta por cateteres e outros materiais.

Estima-se que, no Brasil, mais de 100 mil pessoas estão incluídas em programa de diálise. Todo ano, são realizados cerca 5,5 mil transplantes de rins e, de 2000 a 2014, o número de pacientes renais subiu 134%.

A reunião foi aberta pelo diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, que destacou a sensibilidade do tema para os serviços de saúde no Brasil. Segundo ele, o desafio da Anvisa é encontrar o equilíbrio entre a segurança dos pacientes e a viabilidade econômica dos tratamentos. “É um tema importante que está em qualquer mapeamento de risco em serviços de saúde”, lembrou Jarbas.

O evento contou com representantes de diferentes associações da área médica, de pacientes e das clínicas que oferecem esses serviços.

Entenda a discussão
Em 2014, a Anvisa publicou a Resolução RDC 11 que dava um prazo de três anos para que os serviços de diálise adotassem o descarte após o uso, de todas as linhas arteriais e venosas utilizadas em procedimentos hemodialíticos, proibindo o reúso desses materiais.

Apesar disso, em março deste ano, a Anvisa suspendeu o prazo, tendo em vista uma série de questionamentos sobre a viabilidade econômica da proibição, já que as clínicas teriam que usar linhas novas a cada procedimento realizado.

A iniciativa de revisar a norma foi aprovada no último mês de junho e o painel desta quarta-feira faz parte do processo de discussão do tema.

ANVISA